Prefeitura Municipal Institucional História

História do Município

       No Estado de Mato Grosso, em 15 de março de 1995, numa área de 200 hectares situada a 470 metros acima do nível do mar, o INCRA inaugura a vila que mais tarde seria a sede do Município de Ipiranga do Norte, a 428 km ao Norte de Cuiabá.  
 
     Origem Histórica:
 
       A denominação original do Município era Projeto Ipiranga, tendo surgido de um Projeto de Colonização dentro do município de Tapurah, tendo como referência a Fazenda Ipiranga. Com o passar dos tempos o nome foi alterado para Ipiranga do Norte, mantendo o nome original e acrescentando o termo “do Norte”, para diferenciá-lo de Município homônimo e localizá-lo geograficamente em Mato Grosso.
 
       A colonização do Município teve origem na ocupação e expansão das fronteiras agrícola de mato Grosso definidas nas políticas governamentais ainda na década de 1950, com a negociação de terras nesta região. Posteriormente, o Governo Federal através do INCRA (Instituto nacional de Colonização e Reforma Agrária), estabeleceu políticas de transferência da propriedade da terra.
 
     Em 1992 o território que abrigava a atual sede municipal, área rural de Ipiranga do Norte foi ocupado por famílias vindas do Estado do Rio Grande do Sul e que aguardavam no Município de Nobres a oportunidade de serem assentadas e assim iniciar uma nova vida. A maioria dessas pessoas eram naturais das regiões sul e sudeste: gaúchos, catarinenses, paranaenses e paulistas.
 
     Nesse tempo havia muitos terrenos vazios, quadras inteiras cobertas de cerrado e sem nenhuma construção, e um punhado de casas às margens da avenida principal, hoje, Av. Rio Branco.
 
     Naquela época, muitos dos munícipes sequer imaginavam e/ou acreditavam que um dia a "vila" se desenvolveria a ponto de atingir o estatus de "cidade". A Resolução nº 75, de 12 de agosto de 1993, oficializou o Projeto Ipiranga com fins de assentamento para reforma agrária. O Projeto, que também há registros de ser denominado de Projeto Eldorado, previa o estabelecimento de 349 famílias em lotes de 90 ha. Na sequência, foram criados os Projetos de Assentamentos Furna III, Santa Irene, Mogiana I, Mogiana II, Crista Mel e Bogorni..
 
     As lideranças que emergiram dessas famílias, foram incentivadores da criação do município cujo território, então pertencia ao Município de Tapurah. A primeira reunião com o objetivo de lançar a idéia da consulta plebiscitária, ocorreu nas dependências da Escola Municipal de 1º Grau Nossa Senhora Aparecida e a Ata registra a participação, entre outras, das seguintes pessoas: Valmir Canever, Miguel Valdemar Ramos, Inês Carmen Manfrin, Paulo Centenaro, Dilceu Copetti, Sady Zanatta, Luíz Carlos Lopes Escobar, Valmir Fanguetto, José Augusto Leite Fernandes, Messias Alves Dias, Orlei José Grasselli, José Roberto da Silva e tantos outros todos moradores do Projeto Ipiranga.
 
     Em 21 de março de 2000, o então presidente do TRE/MT, Desembargador Orlando de Almeida Perri, expediu ofício nº 58/00 comunicando a homologação do resultado favorável da consulta plebiscitária para a criação do município de Ipiranga do Norte. /div>
 
     Com o crescimento econômico e populacional pleiteou-se a emancipação política, conseguida através da Lei estadual nº 7.265, de 29 de março de 2000, de autoria do deputado José Riva (PP), e território desmembrado de Tapurah.
 
     Na época o vilarejo era iluminado pelo antigo motor diesel estacionário que garantia energia 6 horas por dia, principalmente no período noturno para que os jovens pudessem estudar no colégio estadual e as famílias não ficassem completamente reféns da escuridão. Hoje foi definitivamente aposentado.
 
     A cidade foi interligada ao linhão nacional a partir de 2001, tendo acesso, com isso à energia elétrica.Em 2009, iniciou-se a construção de uma rede vinda do município de Sinop, o projeto também previa a construção de uma sub-estação em Ipiranga do Norte, que foi concluída em 2014, e atualmente está em pleno funcionamento.
 
     Com o passar do tempo, o lugarejo, implantado para dar suporte aos parceleiros assentados na região, trocou seu perfil agrário da agricultura familiar para o agronegócio. Ipiranga do Norte tornou-se polo de produção de soja e milho safrinha em larga escala, mas como toda cidade jovem, ainda enfrenta alguns dos problemas de urbanização, desde o início de sua colonização.
 
     No governo de Blairo Maggi, Ipiranga ganhou acesso pavimentado para Sorriso, graças a uma PPP Caipira do Governo de Mato Grosso com produtores rurais dos dois municípios, que resultou num consórcio rodoviário. Essa parceria pavimentou os 65 km da MT-242, agora com praça de pedágio perto de Sorriso, para garantir a manutenção dessa rodovia.
 
     A qualidade de vida melhorou. A cidade tem água tratada, lotérica, correios, cartório, uma escola municipal e outra estadual, um posto de saúde da família PSF, outro posto de pronto-atendimento 24 horas, atualmente está em desenvolvimento a construção de uma unidade básica de saúde e Centro de Múltiplo Uso no bairro Vida Nova, a área central está toda pavimentada, a praça central foi calçada e arborizada e possuí uma quadra esportiva, dois campos de areia e uma pista de skate garantindo o esporte para a juventude e um banheiro masculino e outro feminino. A Praça Central recebeu uma academia ao ar-livre, para contribuir com a qualidade de vida dos munícipes. A telefonia celular assegura a comunicação com o mundo. As agências instaladas na cidade buscam facilitar a vida dos munícipes e desta forma os moradores pode contar com uma agência do Banco Sicredi, uma agência do Banco Bradesco, uma agência do Banco do Brasil, um posto da Caixa e a Agência Municipal de Trânsito (CIRETRAN).
 
       A Polícia Militar também possui o seu posto e cuida da segurança municipal. Praticamente não há déficit habitacional depois que o governo estadual construiu o Residencial Vida Nova, com 48 unidades de alvenaria. A Associação Comercial e Industrial (CDL de Ipiranga do Norte) representa o empresariado e desenvolve diversos eventos. Quando a saudade aperta a colônia gaúcha, predominante na região, afoga suas mágoas no CTG Herança Nativa, onde também acontecem festas, se ouve música regionalista, se dança fandango e as prendas trocam olhares apaixonados com os xirus.
 
       Com a instalação da 1ª Gestão Política-administrativa, instalou-se um Batalhão da Polícia Militar, garantindo a segurança dos seus cidadãos. No final de 2011, iniciou-se o processo de titulação dos lotes urbanos. Este processo foi incentivado com o projeto de Regularização Fundiária Urbana, através de uma parceria entre o Poder Judiciário, Prefeitura Municipal, Ministério Público, Câmara Municipal de Vereadores, Defensoria Pública e Cartórios Registrais. O projeto levou a termo a solução dos litígios que perduravam e, com isso, todos os imóveis urbanos que envolvem o projeto original de urbanização estão aptos para titular e registrar. O Exercício de 2014 foi excepcional para ampliar a cidade de Ipiranga do Norte, como uma cidade de Direito. Foram sancionadas as Leis do Novo Perímetro Urbano da cidade, Plano Diretor, que estabeleceu as diretrizes gerais de urbanização, do Uso e Ocupação do Solo, o Código de Obras, o Código Sanitário e o Código de Posturas.
 
       Na zona rural, a alta tecnologia investida proporciona uma maior produção, sendo a principal riqueza do município proveniente do campo, o que gera empregos e renda.
 
       Sorriso, Sinop, Itaúba, Tabaporã, Porto dos Gaúchos, Itanhangá e Tapurah são os limites de Ipiranga, que é banhado pelos rios Teles Pires, Verde e Branco.
 
       O município foi instalado em 1º de janeiro de 2005, pelo Prefeito Sr. Ilberto Effting.
 
       Ainda muito jovem, Ipiranga não teve o seu PIB levantado e consequentemente a renda per capita de 2006 apurados pelo IBGE. Por razão semelhante o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) não registrou seu IDH-M, já que o último levantamento antecedeu à emancipação.
 
       Em 2006 sua população era de 2.236 habitantes. Em 2007, saltou para 4.129 com taxa de crescimento proporcional de 84,66%. No ano de 2008, subiu para 4.376 moradores. Já no último senso realizado pelo IBGE em 2010, os números foram levantados: sua população é de 5.123 habitantes, seu PIB é de 351 milhões de reais, e sua Renda Per Capita R$ 80.215,84. Um verdadeiro diamante do agronegócio que está sendo lapidado ano após ano.
 
       No ano de 2011, o município ganhou destaque nacional ao receber o título de município com o 27º maior PIB de renda Per capita do país. No fim do ano, a Prefeitura Municipal iniciou o processo de escrituração de lotes urbanos, o que valoriza os imóveis e facilita o acesso dos proprietários a financiamentos. Em 2012, o município figurou na lista do Índice de Responsabilidade Fiscal, Social e de Gestão da Confederação Nacional dos Municípios - CNM, ocupando a 44º colocação, apresentando o melhor trabalho social de Mato Grosso.
 
       Alguns indicadores de destaque de Ipiranga do Norte são:
 
       -Município com um dos melhores índices de desenvolvimento da educação básica (IDEB/2014) com 6.0 pontos.
       -27º maior PIB de renda Per capita do país (R$ 351.024 mil/IBGE).
       -Município que apresenta o 3º melhor Trabalho Social (Saúde e Educação) do Brasil, com a 44º colocação na lista do IRFS 2010 da Confederação Nacional dos Municípios.
       -11º maior produtor de soja do Estado de Mato Grosso.
      - Dos 141 municípios do estado de Mato Grosso, destacou-se em 9º lugar como municípios com melhor avaliação de resultados das políticas públicas de saúde do estado, obtendo a nota 8. (TCE 2014)
       -Ipiranga do Norte conquista em 2016 o 1º lugar no ranking Estadual de Avaliações referente à Logística de Medicamentos dos municípios do Estado de Mato Grosso, com pontuação de 68 e percentual de maturidade em nível avançado de 94,44%. (TCE 2016)
 
       Segundo o IBGE, com dados referentes ao ano de 2015, Ipiranga do Norte tem uma população estimada de 6.629 hab, distribuídos em uma área territorial de 3.467,051 km² e pertence ao Bioma Cerrado e Amazônia.
 
        Fonte:
 
       FERREIRA, João Carlos Vicente e SILVA, José de Moura(Pe.). Cidades de Mato grosso: Origem e significado de seus nomes. Cuiabá: Editora Memória Brasileira, 2008. 97 - 98 p.

Disponível em: http://www.cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=510452&search=||infogr%E1ficos:-informa%E7%F5es-completas. Acesso em: 09/02/2015.